01.06.09
01/06/09
NOTA INFORMATIVA
Com programação quinzenal operará em fase de testes.
Vai ao ar a TempleTv, canal de televisão on line
do Grande Priorado da Espanha da OSMTJ
12.05.09
Em continuidade aos entendimentos preliminares, abaixo publicamos a troca de Emails com a UFRJ ao longo da semana passada:
Prezados Senhores,
Pelo presente consultamos essa Instituição sobre a possibilidade de agendarmos
uma reunião visando discutir as bases para um um convenio que possibilite
nossos Associados a freqüentar os diversos cursos de extensão que
eventualmente venham ser dados, bem como assistir palestras na área de
História Medieval sob os seus mais diversos aspectos (sociológicos, culturais,
religiosos...), como também ter acesso à biblioteca para
pesquisas.
Somos uma instituição sem fins lucrativos cujo objetivo é o estudo de
história medieval, especificamente o Templarismo, visando a formação de
Cavaleiros Templários.
Somos também uma Delegação Internacional da “Orden Soberana y Militar Del
Temple de Jerusalem-OSMTJ-Es.”.”
Para referencias adicionais, os endereços na Internet são:
da OSMTJ – Espanha : http://www.osmtj.org
e o da Templebrasil: http://www.templebrasil.org.br
Aguardando um pronunciamento e colocando-nos à disposição para quaisquer
esclarecimentos adicionais, enviamos
Cordiais Saudações.
Fr. +João José
Baptista Neto
Associado Responsável pela TempleBrasil - Associação de
Estudos Templários e Medievais
Uma Delegação da OSMTJ/OSMTH - Espanha, no
Brasil
Resposta da UFRJ
Fr. João Baptista Neto,
em primeiro lugar, agradecemos o contato.
Informamos que os eventos promovidos pelo Pem são gratuitos e abertos e que
todos são benvindos. Ou seja,não há necessidade de uma convênio
formal para que vocês possam partcipar das atividades que promovemos, sobretudo
porque, em nosso caso, os convênios são decididos por instâncias superiores da
universidade.
Cordialmente,
Coordenação do Pem.
Assim, pelo acima exposto, informamos nossos Associados que, a partir da presente data, poderão frequentar e assistir os Cursos de Extensão sobre História Medieval promovidos pela UFRJ. Tão logo recebamos a Programação dos Cursos a publicaremos aqui.
Com relação ao Convênio com a
UERJ, os entendimentos continuam em andamento.
05.05.2009
Convênios Culturais
- Dado início em 04.05.09 os primeiros entendimentos com o Centro de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ para a viabilização de nosso primeiro Convênio Cultural. Dependendo dos entendimentos e das possibilidades, tal convênio prevê, através do Depto. de História, franquia à biblioteca para pesquisas, palestras com Professores de História Medieval, intercambio com estudiosos do Templarismo, participação no Programa de Estudo e Pesquisa de Religiões..., além, o que é mais importante, da colocação à disposição da TempleBrasil a Capela Ecumênica e Espaço reservado para as Reuniões Mensais. Tão logo tenhamos maiores detalhes, voltaremos a informar.
- Também em 04.05 efetuado o contato preliminar com o Depto. de História do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ visando mesmo tipo de convênio. Datas para as primeiras reuniões serão agendadas ao longo da presente semana. Tão logo tenhamos maiores detalhes, voltaremos a informar.
20.04.2009
Abaixo a tradução da matéria de Pablo J. Ginés originalmente publicada no "La Razón" em 07.04.09, e republicada no Noticiário da OSMTJ de Abril.
Os Templários esconderam o Santo Sudário por mais de um século
Um documento sobre uma iniciação em 1287 confirma que beijavam a imagem de um homem em "um longo pano de linho"
Arnaut Sabbatier, cavaleiro francês da Ordem do Templo, compareceu diante dos inquisidores e lhes explicou como foi sua cerimonia de ingresso nos templários em 1287: como qualquer irmão fez o voto de pobreza, de obediência e de castidade. A seguir, seus superiores o levaram a um lugar secreto, acessível só aos irmãos da Ordem, o mostraram um longo pano de linho que mostrava a imagem de um homem e o fizeram adora-lo, beijando-o tres vezes os pés. Os inquisidores anotaram a descrição e anos depois a encontrou a historiadora Barbara Frale, especialista em Ordem do Templo e que trabalha nos Arquivos do Vaticano. "Este testemunho provem dos documentos do processo contra os templários e é quase desconhecido pelos historiadores porque representa tão só uma gota no mar para quem deve estudar a intrincadíssima rede do grande complô iniciado em 1307 pelo rei da França, Felipe o Belo, escreve a Doutora Frale em L'Osservatore Romano", o diário semi-oficial do Vaticano.
Para Frale, o documento confirma auma hipótese que formulou em 1978 o historiador de Oxford Ian Wilson: que os templários guardaram em segredo durante mais de um século o chamado Santo Sudário ou 'Sindone' de Turim, um pano de grande comprimento em que se ve a imagem de um homem com ferimentos semelhantes aos descritos na Paixão de Cristo. A hipótese de Wilson era sugestiva: em 1204 a Quarta Cruzada saqueia Constantinopla, e centenas de relíquias desaparecem da corte e das igrejas bizantinas para irem aparecendo em seguida no Ocidente. Entre elas, o Santo Sudário que, segundo a tradição bizantina,
"A autora tem carinho pelos templários e em seu trabalho com as atas dos juízos demonstrou que eram inocentes das acusações de heresia".
tinha envolvido o corpo de Cristo no sepulcro. Em 1353 o Santo Sudário volta a aparecer: é em uma igreja francesa, em Lirey, exposta à veneração dos fiéis pela doação de uma família descendente do templário Geoffroy de Charney, queimado na fogueira junto com o Grão Mestre da Ordem, Jacques de Molay, em 18 de Março de 1314.
Onde esteve durante todo esse tempo? Wilson suspeitava dos templários, mas não tinha dados documentais. Agora Barbara Frale diz que o testemunho do cavaleiro Sabbatier achado no Arquivo do Vaticano seria uma prova nessa direção.
Porque a Ordem do Templo manteve oculta a relíquia? A historiadora lembra que o Papa castigou com a excomunhão todos os cruzados que participaram do ignominioso saque de Constantinopla e que o Quarto Concílio de Latrão em 1215 decretou a mesma pena àqueles que traficassem com relíquias. Não sabemos como os templários conseguiram o Sudário, mas era uma posse tão valiosa como comprometedora.
Barbara Frale aponta algumas idéias sobre seu valor em uma Ordem religiosa que, protegida do poder civil e episcopal com todo tipo de imunidades, resultava muito atrativa para pessoas heterodoxas, com tendência à heresia.
Cátaros e docetistas pregavam que Cristo não sofreu de verdade a Paixão, que seu corpo não era real, que não morreu nem ressuscitou.
Os cavaleiros beijavam os pés da imagem de Cristo, como o fez São Carlos Borromeo em 1578 quando o venerou em Turim, como beijam os pés da cruz hoje os os jovens nas orações de Taizé. Além disso, esfregavam as correias de seus hábitos no pano, convertendo-as assim em "relíquias de contato", proteções contra o mal físico e espiritual. Era algo muito comum na Idade Média: muitas relíquias da Santa Cruz, por exemplo, são na realidade madeiras fricionadas sobre o lenho de Jerusalém encontrado por Santa Elena no século IV: ao esfregar devotamente a relíquia sua "sacralidade" contagia o novo objeto.
Wilson sugeriu naquela época que o pano devia ser guardado em uma proteção de madeira mostrando somente o rosto barbado e que, assim, surgiu a acusação de que os templários adoravam um ídolo barbudo que beijavam. Barbara Frale, à luz do documento achado, cre que, pelo menos na cerimonia de iniciação se mostrava o corpo completo: "via-se tudo, a carne dos músculos tensos na rigidez que se segue às primeiras horas depois da morte, o rosto deformado por causa dos golpes, a pele solta pelos golpes do açoite com peças pontiagudas de metal". Escreve
"Barbara Frale aponta algumas idéias sobre seu valor em uma Ordem que, protegida do poder civil e episcopal com todo tipo de imunidades, era muito atrativa para pessoas heterodoxas, com tendencia à heresia. Cátaros e docetistas pregavam que Jesus não sofreu de verdade a Paixão, que seu corpo não era real, que não morreu nem ressuscitou. A Ordem se assegurava para que seus cavaleiros não cressem nessas heresias com a mais potente das provas: o Sudário com as marcas visíveis do sangue do Homem-Deus".
a autora italiana que "a humanidade de Cristo sobressaía da violência dos homens, a humanidade que os cátaros declaravam imaginária podia se ver, tocar, beijar; era algo que para o homem medieval não tinha preço". A autora tem um carinho pelos templários, e em seu trabalho com as atas dos juízos demonstrou que eram inocentes das acusações de heresia.
17.02.2009
Do Site da Orden Soberana y Militar del Temple de Jerusalem-OSMTJ-OSMTH-
www.osmtj.org
Trad.: Fr. +João Baptista Neto para o "Notícias do Mundo Templário", da TempleBrasil
Supõe um novo marco histórico para a Ordem do Templo, que contribuirá economicamente para ajudar os cristãos da Terra Santa depois de muitos séculos.
O “GRAN PRIORATO DE ESPAÑA DE LA OSMTJ” FIRMA UM CONVÊNIO COM A “CUSTODIA DE TIERRA SANTA”
O dia 8 de dezembro de 2008, festa da Imaculada Conceição, passará a ser uma data histórica para o “Gran Priorato de España de la Orden Soberana y Militar del Temple de Jerusalem (OSMTJ)”. Neste dia o Guardião da Terra Santa, o Padre Franciscano Pierbattista Pizzaballa, e nosso Prior, Josep de Juan i Buixeda, colocaram suas assinaturas em um importante acordo de colaboração entre a Ordem do Templo da Espanha e a “Custodia Terrae Sanctae”, que desde 1291, com a queda de Acre, foi a encarregada de manter a fé e os Lugares Santos naquelas terras.
A Ordem do Templo tem estado, desde sua criação, estreitamente ligada a Terra Santa. Teve seu nascimento na cidade santa de Jerusalém, no ano de 1118, durante o reinado de Balduíno I, fazendo da defesa dos cristãos que em peregrinação caminhavam até a Terra Santa, sua principal missão naquelas terras.
Nos dias de hoje, como antigamente, os homens e mulheres que ingressam no Grande Priorado da Espanha continuam fazendo o juramento de defender o cristianismo na Terra Santa, certamente que em outras circunstancias muito diferentes as daqueles séculos, mas com a mesma finalidade: de que qualquer cristão possa exercer livremente sua fé na Terra Santa e nesta terra conservar uma importante presença cristã.
O convenio firmado reconhece explicitamente o Grande Priorado da Espanha da OSMTJ como sucessor daquela primitiva Ordem do Templo e que seus fins são plenamente compatíveis com os valores da “Custodia” e da própria Igreja Católica: promover as virtudes cristãs, praticar obras de beneficência e de caráter social e humano. Propagar as nobres tradições da antiga cavalaria, cooperar na restauração de monumentos e obras de arte relacionadas com a tradição templária, com as ordens de cavalaria ou com a idade média em geral; fomentar todos esses valores em relação ao futuro, através da cultura e educação; manter estreito e cordial contato com instituições similares, entre outras.
A Ordem Franciscana, da qual depende a Custodia, está presente na Terra Santa desde o ano de 1217. Em 1291, ano em que a cidade de Acre, última fortaleza templária em tais lugares, cai em mãos dos muçulmanos, os franciscanos, refugiados no Chipre, continuaram tentando e propagando de toda forma possível sua presença em Jerusalém. Assim, o papa João XXII faculta à OFM para que envie todos os anos dois frades aos lugares santos e, embora os cristãos fossem oficialmente proscritos da Terra Santa, a OFM continuou presente exercendo ali seu apostolado.
É assegurada sua presença a serviço do Santo Sepulcro entre os anos de 1322 e 1327, graças a influencia dos reis de Aragón. Os reis de Nápoles, Roberto d’Anjou e Sancha de Mallorca, compraram em 1333 do Sultão do Egito a propriedade do Santo Cenáculo e o direito de oficiar no Santo Sepulcro. Em 1342 o papa Clemente V, através das bulas “gratias agimus” e “nuper carissimae” aprova tais doações e, desde então, sua presença na Terra Santa, através da “Custodia Terrae Sanctae”, é ininterrupta.
Enquanto tantos e tantos grupos que se autodenominam templarios centram sua atividade e sua própria razão de ser em buscar argumentações com o único objetivo de atribuirem-se ser os auténticos herdeiros da primogénita Ordem do Templo, o certo é que de algum modo foi a Ordem Franciscana a que poderia se denominar, sem nenhum tipo de dúvidas, a autêntica herdeira da Ordem do Templo, sobretudo na Terra Santa, onde após a perda das últimas praças cristãs defendidas pelo Templo foram os franciscanos os que se encarregaram de reconquistá-las e mantê-las até nossos días para todos os cristãos.
Hoje a “Custodia de Terra Santa”, além da função primordial de conservar e custodiar os santos lugares de nossa redenção, de evangelização e promoção dos valores cristãos, tem outras missões como: facilitar a oração dos cristãos nos santos lugares, celebrações litúrgicas nos santuários, fazer de todos partícipes da graça que disso emana, atender os cristãos do país (tanto árabes como judeus) e cristãos estrangeiros que trabalham na Terra Santa. Através de paróquias, escolas e bolsas de estudo para os jovens, inclusive uma escola de música, construção de casas, reparo de casas na cidade velha de Jerusalém, acesso a moradias, ajuda aos mais pobres e necessitados, etc. Também a de guiar e prestar serviço espiritual aos peregrinos de todo o mundo, acolher os peregrinos em diferentes hospedarias novas (Jerusalém, Belém, Nazaré, Monte Tabor, Ain Karem, Tiberíades…). Estudar e difundir a mensagem da Terra Santa por meio de revistas, internet, e sobretudo o Estudo Bíblico Franciscano de Jerusalém. Potencializar o diálogo ecumênico e o inter-religioso, etc.
Durante a I Peregrinação à Terra Santa que a Comendadoria de Caravaca do Grande Priorado da Espanha realizou em Agosto de 2008, entabularam-se os primeiros contatos entre os responsáveis do Grande Priorado da Espanha e da Custodia da Terra Santa, mantendo-se uma reunião com o vice-custódio, Artemio Vitores. Após isso, havendo-se repassado ao nosso Prior o tratado nessa reunião, o Grande Priorado da Espanha expressava por escrito ao vice-custódio a expressa e inequívoca vontade de colaborar com a “Custodia Terrae Santae” no desenvolvimento dos fins desta última, para o qual e através da FICEM, se comprometia a levantar o importe para a remodelação de uma ou várias casas da cidade velha de Jerusalém, propriedade da Custódia.
Com a assinatura do convenio, a “Custodia Terrae Sanctae” se compromete, por meio deste documento, a prestar especial assistência aos peregrinos do Grande Priorado da Espanha que cheguem a Terra Santa proporcionando alojamento aos peregrinos , acompanhamento de Grupo, etc.
Neste convenio ambas ordens se reconhecem mutuamente e expressam sua permanente vontade de estreitar os laços de colaboração para desenvolvimento de seus fins comuns que não são outros, em definitivo, que o desenvolvimento da doutrina e virtudes cristãs “ad maiorem gloriam dei”.
Com este convenio o Grande priorado da Espanha volta a ser protagonista de um novo fato histórico igualando-se a Ordem do Templo, pois fazia meses se organizava a primeira peregrinação templária que como tal visitasse oficialmente a Terra Santa depois do abandono pelo Temple da cidade de Acre, agora volta a a fazê-lo ao firmar este acordo com a Custodia que, de alguma forma, volta a dirigir os esforços dos templários espanhóis para o lugar de Nascimento da Ordem do Templo, Terra Santa.
Embora o convenio já tenha sido assinado e concluído por parte do Grande priorado da Espanha, a primeira transferência econômica está prevista que se realize juntamente com a assinatura oficial nos próximos meses em Jerusalém, possivelmente com a celebração de um Conselho Prioral extraordinário nesta cidade Santa, que voltará a marcar novamente um fato histórico por ser a primeira vez que um órgão diretivo da Ordem do Templo se reúne oficialmente em Jerusalém depois de muitos séculos.
10.12.2008
Publicado no Zenit - Órgão de divulgação da Santa Sé
Serviço diario - 09 de dezembro de 2008
Serão os ecos da Campanha da OSMTJ-Espanha lançada em 25.11.08?
SANTA SÉ
Santa Sé
Diálogo inter-cultural e inter-religioso: prioridade hoje, segundo Papa
Os cristãos devem responder «aos grandes desafios que marcam a época pós-moderna»
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 9 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI considera que o diálogo intercultural e inter-religioso constitui uma das prioridades em um mundo globalizado. Assim afirmou em uma mensagem por ocasião da Jornada de Estudo convocada em 4 de dezembro em Roma por ocasião do Ano europeu do diálogo intercultural 2008.
Este diálogo, declara, não deve cair no relativismo. E no caso da Europa, conduz ao reconhecimento das «raízes cristãs», que «continuam vivas, ainda que infelizmente muitos europeus parecem
esquecê-las».
Precisamente, acrescenta o Papa, «nesta hora, talvez dramática, as raízes cristãs da Europa deveriam traçar o caminho e alimentar a esperança de milhões de cidadãos que compartilham os mesmos valores».
A mensagem, divulgada nesta terça-feira pela Santa Sé, dirige-se aos presidentes dos Conselhos Pontifícios para o Diálogo Inter-religioso e para a Cultura, cardeal Jean Louis Tauran e Dom Gianfranco Ravasi, respectivamente, responsáveis pela jornada.
Nele, o Papa sublinha que a Europa «funde suas raízes tanto no ingente e antigo patrimônio de Atenas e de Roma, como sobretudo no fecundo terreno do Cristianismo».
Graças a este último, «a Europa nos aparece hoje como um precioso tecido, cuja trama está formada pelos princípios e valores emanados do Evangelho,
enquanto as culturas nacionais souberam bordar uma imensa variedade de perspectivas que manifestam as capacidades religiosas, intelectuais, técnicas, científicas e artísticas do Homo europeus», explicou.
Precisamente por esta herança cultural, pela qual «a Europa teve e ainda tem uma influência cultural sobre a totalidade do gênero humano», o velho continente não pode desentender-se do futuro da humanidade, assinalou o Papa.
«Os crentes, portanto, devem estar sempre dispostos a promover iniciativas de diálogo intercultural e inter-religioso, para estimular a colaboração em temas de interesse recíproco, como a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a construção da paz, o desenvolvimento.»
A Europa deve interessar-se pelo diálogo
O diálogo intercultural e inter-religioso deve ser, segundo Bento
XVI, «uma prioridade para a União Européia», no atual contexto de «mundo pluralizado», «caracterizado pela rapidez das comunicações, pela mobilidade dos povos e por sua interdependência econômica, política e cultural».
«No contexto atual, no qual cada vez mais freqüentemente nossos contemporâneos se fazem as perguntas essenciais sobre o sentido da vida e seu valor, parece mais importante que nunca refletir sobre as antigas raízes das quais fluiu uma seiva abundante ao longo dos séculos», explicou.
O diálogo supõe «fazer que as pessoas aceitem não só a existência da cultura do outro, mas que também desejem enriquecer-se com ela». Mas também «deve evitar ceder ao relativismo e ao sincretismo e deve ser animado pelo respeito sincero aos outros e por um generoso espírito de
reconciliação e fraternidade», acrescentou.
Finalmente, o Papa pediu especialmente aos crentes europeus «que contribuam não só para custodiar zelosamente a herança cultural e espiritual que os distingue e que faz parte integrante de sua história, mas se comprometam cada vez mais em buscar novas vias para enfrentar de forma adequada os grandes desafios que marcam a época pós-moderna».
Entre estes desafios, o Papa insistiu na necessidade da defesa da vida, dos direitos da pessoa e da família, da solidariedade e o respeito pela criação, visando a construir «uma Europa acolhedora, solidária e cada vez mais fiel a suas raízes».
25/11/08
NOTA INFORMATIVA
Põe em andamento uma campanha para poder usá-los sem rubor nem qualquer temor
A Ordem do Templo defende o uso do crucifixo como símbolo de sacrifício e entrega aos fracos
O Grande Priorado da Espanha da OSMTJ está convencido que a grande contribuição do cristianismo à formação da Europa moderna, e por fim à civilização ocidental, foi o reconhecimento da dignidade da pessoa e a inviolabilidade dos Direitos Humanos que deriva do ser humano, sem distinções de raças, línguas e religiões.
É impossível negar que o cristianismo é um dos ingridientes fundamentais que serviram para forjar o caráter europeu e da própria Europa. Nós do Grande Priorado da Espanha da OSMTJ estamos convencidos que a grande contribuição do cristianismo à formação da Europa moderna, e por fim à civilização ocidental, foi o reconhecimento da dignidade da pessoa e a inviolabilidade dos Direitos Humanos que deriva do ser humano, sem distinções de raças, línguas e religiões.
O crucifixo, símbolo do cristão, é além de um símbolo religioso, uma alegoria ao sacrifício e amor desinteressado para os demais, especialmente os mais fracos, signo de uma justiça enlevada pela misericórdia; além de consolo dos pobres, os humildes, os simples e os perseguidos. O próprio Preambulo do projeto de Constituição européia reconhece que os valores que defende: dignidade, liberdade, igualdade, solidariedade, cidadania e justiça não nasceram do nada, senão que tem uma origem cultural, religiosa e humanista cuja marca continua ainda viva na sociedade européia; embora seus redatores não se atreveram a indicar a fonte disso, o cristianismo.
Por este motivo não entendemos a perseguição que está sendo conduzida nos últimos tempos contra o símbolo da cruz em nosso país [Espanha]. Parece-nos claro que invocar direitos e liberdades para eliminar os símbolos do cristianismo, de nossas raízes e de nossa cultura, é só um pretexto jurídico para mascarar os sentimentos de ódio religioso que começa a roçar já a uma certa "cristofobia".
É difícil pensar que um crucifixo possa ser uma ameaça para a educação e o estado laico, quando o significado do mesmo representa tudo pelo que a Europa de hoje em dia lutou durante séculos. Preocupa-nos a perda de memória que os responsáveis políticos parecem ter com respeito às tradições e aos valores que deram essência à Europa e que supõem um exemplo de salvaguarda dos direitos humanos para os demais países do mundo.
A identidade européia está estreitamente ligada ao cristianismo, implantado durante séculos nos povos que compõem a Europa e cujo modelo foi exportado ao longo da história. Nossa cultura, nossa tradição, nossa civilização ocidental, com o modelo de direitos e liberdades que representa, tem um iportantíssimo aporte cultural e espiritual do cristianismo. As três fontes da cultura européia foram a concepção filosófica e jurídica greco-romana, o patrimônio religioso judaico e sobretudo o legado do cristianismo, centrado no Novo Testamento e na figura de Jesus de Nazaré.
Por isso não tem as prerrogativas necessárias a posição dos que tentam abordar o fato religioso na vida pública com uma visão excludente que tem a pretensão de constituir a única contribuição possível para a ordenação da sociedade. Estes posicionamentos são rechaçáveis, além de não passíveis ao diálogo e fundamentados em prejuízos e falsos raciocínios.
Ante esta campanha de assédio aos símbolos cristãos, que não é outra coisa que um ataque aos mais profundos princípios do cristianismo e por fim de nossa civilização, o Grande Priorado da Espanha empreendeu uma campanha para que sem nenhum tipo de rubor possamos exibiir a cruz, convencidos de nossa tradição e da base cristã de nossa tradição européia e ocidental baseada em princípios como dignidade, liberdade, igualdade, solidariedade e justiça para todos os seres humanos; princípios que por desgraça acham-se em falta em outras culturas.
Gran
Priorato de España
Priorato
Magistral de la OSMTJ

Publicado em:16.11.08
Palavras Iniciais
Realmente parece que agora foi achado o caminho para o convívio em paz e liberdade de credo entre Católicos e Muçulmanos. Resta-nos torcer para que, de fato, os aspectos políticos não venham interferir nos entendimentos, pois uma vez resolvidas as questões teológicas, as políticas virão por consequência.
Notícia extraída do Site www.zenit.org
Centro Oásis destaca novidade do Fórum Católico-Muçulmano
Duas inovações: uma de método e outra de conteúdo
VENEZA, segunda-feira, 10 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Duas importantes novidades, uma de método e outra de conteúdo, acontecem no recém-nascido Fórum Católico-Muçulmano, sublinha o Centro Internacional de Estudos e Pesquisas Oásis, fundado há cinco anos pelo cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, Itália.
O primeiro seminário promovido pelo Fórum, realizado em Roma de 4 a 6 de novembro, afirmou em um comunicado que o centro, com sede em Veneza, está aberto a uma rede de contatos e relações no mundo inteiro.
O congresso, indica, «inscreve-se na longa fila de encontros promovidos, sobretudo, pela declaração conciliar Nostra Aetate, ponto de referência para o diálogo inter-religioso», e se caracterizou por duas importantes novidades, uma de método e outra de conteúdo.
A novidade de método está em que o fórum «se apresenta por parte muçulmana já não com a iniciativa de indivíduos ou estados, mas como expressão de um consenso generalizado».
«Da inicial resposta ao discurso de Ratisbona, assinada por 38 personalidades, à declaração seguinte, "A Common Word", com a adesão de 138 personalidades, depois ampliada, a tendência por parte muçulmana é chegar a um consenso de fundo no diálogo com os cristãos.»
A questão, observa o centro,
não é secundária, «porque o consenso é, para grande parte da teologia muçulmana, uma das fontes da elaboração doutrinal».
A segunda novidade, de conteúdo, é que no fórum – assim como na carta aberta – «o acento está decididamente na dimensão religiosa, e inclusive estritamente teológica».
No comunicado anterior ao evento, explica Oásis, lê-se que a composição das delegações é «religiosa e não política», «prescinde das relações diplomáticas dos estados e foi constituída baseando-se na autoridade sapiencial».
Além disso, afirma-se que, se «ninguém pretende evidentemente negar que a religião tem, sobretudo nos países muçulmanos, repercussões diretas
na vida comunitária, inclusive em decisões políticas e ordenamento jurídico», é também «evidente que as afirmações de princípio contidas na carta aberta devem verificar-se à luz de sua concreta tradução a um contexto que, para as minorias cristãs, é cada vez mais difícil»; é preciso ter, portanto, por ambas as partes, a vontade de «não dissolver a especificidade do fato religioso em considerações geopolíticas, ainda que sejam importantes».
Qualificando como «ilusório» imaginar que «feridas mais que milenares possam ser curadas em poucos meses», o Centro Oásis recorda que o fim do fórum é «aprofundar na afirmação do amor de Deus e do próximo em seus aspectos teológicos e espirituais, ainda que
também nas repercussões práticas para a tutela da dignidade da pessoa humana e a defesa da liberdade religiosa».
Hoje, reconhece, são muitos os interrogantes aos quais é preciso dar resposta, «mas para um crente, a pergunta mais candente seja talvez mais simples: muçulmanos e cristãos adoram o mesmo Deus?».
A resposta por parte católica é clara e está no número 16 da constituição dogmática Lumen Gentium, onde se lê que «o desígnio de salvação envolve também aqueles que reconhecem o Criador, entre os quais estão em primeiro lugar os muçulmanos, que, confessando professar a fé de Abraão, adoram conosco um só Deus,
misericordioso, que há de julgar os homens no último dia».
Na audiência que concedeu na quinta-feira passada aos participantes do Seminário do Fórum, Bento XVI afiançou esta idéia, afirmando-se consciente de que muçulmanos e cristãos «têm enfoques diversos nas questões que se referem a Deus», mas recordou que «podemos e devemos ser adoradores do único Deus, que nos criou e que cuida de cada pessoa em qualquer lugar da terra».
Por parte muçulmana, Seyyed Hossei Nasr afirmou que «para uns e outros, Deus é ao mesmo tempo transcendente e imanente, criador providente do mundo, (...) o amante cujo amor abraça todo o mundo criado».
«É esta convicção de fundo – conclui o Centro Oásis – que inspira a continuação do
diálogo.»
Para mais informação: www.oasiscenter.eu
Publicado em 15.11.08
Webmaster Grande Priorado da Espanha
Priorado Magistral da OSMTJ


Publicado em:30.09.08 no Site da OSMTJ-ES, e em 13.10.08 na TempleBrasil
"O Grão Mestre da 'Orden Soberana y Militar del Temple de Jerusalem' revela que existem contatos com o Vaticano para regularizar as relações com a Ordem."
Estas importantes declarações as deu durante o jantar de gala da Investidura celebrada pelo Grande Priorado da Espanha em Salamanca, onde além disso designou o nosso Priorado como um dos integrantes da comissão junto ao Vaticano.
A notícia, por sua importância, transcende a própria Investidura. O Grão Mestre e Príncipe Regente da 'Orden Soberana y Militar del Temple de Jerusalem', SAE Fernando Pinto de Sousa Fontes, anunciou em Salamanca contatos entre a OSMTH e o Vaticano para normalizar oficialmente as relações, que já fazem parte do cotidiano, entre a Ordem do Templo e a hierarquia eclesiástica.
À comissão para esse fim se integrará o Grande Priorado da Espanha, que junto ao Grande Priorado da Itália e o próprio Grão Mestre, trabalharão para fechar definitivamente qualquer ferida e acabar com aqueles que estão tentando tirar algum proveito mediático, quando não pessoal, da atual situação.
JORNADA DA SEXTA-FEIRA 26 DE SETEMBRO
A VELA DE ARMAS É O ÚLTIMO PASSO PARA ENTRAR NA ORDEM
É seguro que em algum momento ouvimos que fazer a "Vela de Armas" é uma situação prévia à celebração de um grande acontecimento e, com certeza, o é.
Durante a Idade Média, o cavaleiro devia guardar jejum uma semana antes e na noite prévia devia fazer a vela de armas sozinho, enquanto se confessava e depositava sua espada sobre o altar. Ao amanhecer se banhava, se vestia com a túnica branca e capa púrpura e assistia à missa de joelhos, com a espada pendurada ao pescoço. Após a comunhão benziam-se as armas, era vestido de cavaleiro e se lhe entregavam os objetos de sua nova condição: espada, espora, elmo, couraça, guante; depois recebia o "espaldarazo", um toque com a espada enquanto se lhe consagrava, por útimo se lhe outorgava a lança, o escudo de armas com suas cores e o cavalo de batalha.
Para o Cavaleiro templário do Século XXI também a "Vela de Armas" supõe o passo prévio a um grande acontecimento, o de sua investidura. Durante a mesma refletirá e meditará sobre o passo que dará no dia seguinte, preparando-se espiritualmente para receber o Manto de Cavaleiro ou Dama ou a Sobreveste de Sargento.
Para realizar este ato tão privado, tão interior, tão único, sem dúvida poucos lugares [se prestam a tal] como a Igreja de São Cristóvão (Salamanca). Sobre uma pequena elevação, na praça de seu mesmo nome e no extremo mais a oriente da cidade, próxima à porta de 'Sancti Spiritus' da nova muralha.
Dizem que foi fundada pelos Cavaleiros do Hospital de Jerusalem em 1145. Tal afirmação foi rebatida por outros autores que aduzem que o templo já aparece mencionado na confirmação do patrimônio do comunidade eclesiástica do Santo Sepulcro com data de 4 de Setembro de 1128. Em dito documento se expressa claramente sua propriedade à Ordem do Santo Sepulcro. [Devido a] Propriedade [ser] mencionada em outros documentos posteriores a esta data, há quem afirme que também a Ordem do Templo tenha algo a ver com a mesma, não em vão muitas capelas templárias se encontram sob a proteção de São Cristóvão.
A comendadoria de São Cristóvão era uma espécie de casa conventual na qual residiam o comendador e vários freires, segundo consta numa bula de Inocêncio IV. A categoria de comendadoria a manteve ao longo da Baixa Idade Média. Em 1489, quando Inocêncio VIII suprime a Ordem do Santo Sepulcro, foi integrada na comendadoria de Paradinas, da Ordem de São João de Jerusalém, a cuja jurisdição pertenceu até o Século XIX. Em 1844 foi agregada à igreja próxima do Espírito Santo. A seguir, em princípios do Século XX foi utilizada como escola paroquial, convertendo-se a seguir em Colégio de São José.
Nesse ambiente os novos Sargentos, Damas e Cavaleiros do Grande Priorado da Espanha-Priorado Magistral da OSMTJ se preparam interiormente, acompanhados de suas irmãs e irmãos, para serem investidos como novos membros da Ordem do Templo.
Após a cerimônia, os postulantes, como antigamente seus irmãos [o faziam], ficaram no templo velando a espada cerimonial da Ordem entre orações e cantos gregorianos que ajudam a nos vermos e nos limparmos interiormente.
"Se queremos gozar a paz, devemos velar bem as armas; se depomos as armas jamais teremos paz".Marco Tulio Cicerón
JORNADA DO SÁBADO 27 DE SETEMBRO
A INVESTIDURA, O GRANDE DIA
A jornada do Sábado começou muito cedo, pois a agenda de atos e visitas era muito ampla e apertada.
Às dez da manhã a Representação Provincial de Salamanca recebeu os templários que elegeram esta cidade para realizar seu evento anual mais importante. Foi o imponente 'Palacio de la Salina' ou também chamado 'de Fonseca', o ambiente eleito para essa recepção.
Finalizado o ato institucional, os visitantes se dirigiram à Sala de Exposições La Salina, onde desde 5 de Setembro se realiza a Exposição de 'Fac-Similes' "A iluminura da escrita medieval", que com mais de 30 exemplares, se converte em uma esplêndida mostra da cultura da época.
Destaca-se entre eles el "Processus contra templarios", um dos 'fac-similes' que mais interesse desperta entre os que visitam a exposição. Exemplar recentemente adquirido pelo Grande Priorado da Espanha e a primeira vez que se expõe na Espanha.
Este documento publicado recentemente pela editorial Scrinium do Vaticano, pede desculpas à Ordem do Templo de todas as acusações que se verteram sobre ela para conseguir sua suspensão. "Processus contra Templários" demonstra que as atuações realizadas contra a Ordem do Templo e a prisão e posterior assassinatos de irmãos e dirigentes se basearam em uma falsidade habilmente montada por personagens da época.
Recentemente a historiadora Bárbara Frale publicava um artigo no 'L'Osservatore Romano' voltando a insistir em que "os templários não eram hereges". Frale volta assim a desmentir a lenda negra que recaiu sobre esta Ordem, como já demonstrou o ano passado ao apresentar o chamado "Follio de Chinón", que é o que contém o "Processus contra Templarios", e que se encontrava nos Arquivos Vaticanos.
As atas dos longos processos que tiveram que enfrentar o Grão Mestre do Templo, Jacques de Molay, e os principais dirigentes da Ordem, se encontravam até então zelosamente guardados nos Arquivos Vaticanos até que o Vaticano apresentou em Outubro a reprodução das atas. A importância destes documentos reside em que contém a petição do papa Clemente V de absolver Jacques de Molay, e, sobretudo, nega as acusações de traição, heresia e sodomia que criaram a "lenda negra" dos membros do Templo.
De nada serviu a absolvição papal porque Felipe o Belo conseguiu em 1312 que o Concílio de Viena decretasse na prática a dissolução da Ordem e, em 18 de Março de 1314, Molay e os seus foram queimados na fogueira. Porém, que séculos depois a verdade resplandeça, não é só uma reparação histórica, senão o restabelecimento da honra desses cavaleiros, os templários, que tanto deram pela cristandade.
Em seu artigo no "L'Osservatore Romano", a historiadora repassa de novo o processo dos Templários e assinala que "a espiritualidade dessa antiga Ordem religiosa dará ainda à cultura contemporânea outras ocasiões para destacados debates".
A visita seguinte foi à Universidade de Salamanca, sem dúvida sua biblioteca foi o mais buscado pelos visitantes, com mais de 63.000 volumes datados até o Século XIX em suas estantes, como o original do "Livro do Bom Amor", a Biblioteca Geral Histórica da Universidade de Salamanca é uma das universitárias mais reputadas da Europa, uma jóia quanto a quantidade e qualidade da profundidade que alberga.
Devido ainda ao grande número de visitantes, e por motivo de segurança, nem todos puderam entrar na antiga livraria. Como só se faz nos grandes atos ou frente a importantes visitas, a Universidade abriu a biblioteca ao Grande Priorado da Espanha. Um conjunto composto por 2.781 manuscritos, 485 incunábulos, 60.000 livros impressos desde o século XVI até 1830, e outra importante quantidade a partir dessa data até nossos dias, fazem da biblioteca Salamanquense uma das jóias do arquivo bibliográfico no continente.
Embora seja "muito difícil escolher uma obra dentre outras", há alguma que se destaca por seu valor, como um dos três originais que existem no mundo, "e o mais completo", do "Livro do Bom Amor" de Juan Ruiz, Arcipreste de Hita.
Também, entre seus valores se encontra um "código de Horas" para rezar, datado de 1059 e realizado por um convento como presente à rainha Dona Sancha, no qual se destacam as iniciais de suas páginas formadas por figuras da natureza que estão sendo utilizadas na atualidade como parte da imagem institucional da universidade.
Outros dos títulos de destaque desta biblioteca são uma tradução para o latim através do árabe, das obras de Aristóteles do Século XIV, ou o Código de Sêneca, elaborado em pergaminho e ouro, assim como exemplares de outras edições únicas e incunábulos.
Este vasto patrimônio foi se formando com os livros comprados pela universidade, os doados, os procedentes do século XVIII da Companhia de Jesus, dos colégios Maiores e Menores da cidade e na década dos anos 30 do século XIX dos que se salvaram do Inventário de Mendizábal. Grande parte do patrimònio bibliográfico se encontra nas estantes da "Antiga Livraria" com mobiliário do século XVIII, após a destruição da primeira biblioteca no século XVI, da qual se conserva a porta e o arco de entrada.
Os manuscritos e incunábulos estão localizados em uma sala anexa à antiga livraria, resguardardas por duas portas reforçadas que dão acesso a uma livraria do século XVII, na qual se destacam duas de suas portas, com representações de uma aula de Teologia e outra de Direito.
Neste mesmo espaço, em uma velha arca de madeira, se guarda um Torah (Livro da Lei dos judeus), do século XVI, de pergaminho enrolado em um suporte de madeira e que foi achado recentemente na própria biblioteca da Universidade salamanquense.
A sala antiga se completa com um jogo de selas de couro decoradas em cores procedentes, alguma delas, do Colégio de Anaya, hoje sede da Faculdade de Filologia. Além do mais, a Universidade de Salamanca conta com uma das coleções de esferas de mapas mais importantes, com um total de sete, datados dos séculos XVII, XVIII e XIX.
Após o almoço, os membros da Ordem e os postulantes se dirigiram à Igreja do "Sancti Spiritus" para realizar a cerimônia privada de Iniciação dos novos membros da Ordem. A igreja foi fundada no século XII, concretamente no ano de 1190. Alfonso IX a doou em 1223 à Ordem de Santiago a qual por sua vez a doou a don Martin Alfonso (filho de Alfonso IX), este por sua vez a doou definitivamente em 1269 às monjas do convento de Santa Ana.
A igreja foi restaurada em meados do século XVI, conjugando a estrutura gótica com a decoração plateresca. No interior se destaca o coro e a capela com um artesanato mudéjar dos séculos XV e XVI, o Cristo dos Milagres (século XVI) assim como o retábulo maior e o sepulcro de Martin Alfonso e de Maria Méndez. O retábulo, obra de Antonio Paz, mostra cenas da batalha do Clavijo, na qual aparece o apóstolo São Tiago.
Em seu exterior sobressai o pórtico renascentista com uma importante decoração escultural, possui uns medalhões com os bustos de São Pedro e São Paulo e uma cena de São Tiago mata-mouros na batalha de Clavijo. As monjas afirmavam que o apóstolo São Tiago prometeu dar a vitória aos cristãos na batalha se o primeiro dos cristãos que falecesse na batalha doasse seus bens ao convento.
O convento de Santa Ana acolheu as esposas dos cavaleiros salamanquenses que partiam para a guerra, motivo pelo qual as monjas adotaram o nome de Comendadoras. A adscrição deste convento à Ordem de Santiago fez que fosse chamado das Comendadoras de Santiago.
Finalizada a cerimônia privada, as portas do templo se abriram aos familiares, simpatizantes, amigos do Templo e ao público em geral. A expectativa criada pela investidura em Salamanca foi tal que a igreja, com uma capacidade para 500 pessoas, resultou claramente insuficiente para albergar todo o público que quis assistir a uma realidade da Ordem do Templo mais viva que nunca, e apesar de que muitos assistentes tiveram que acompanhar a cerimonia de pé, e outros nem sequer puderam ter acesso ao templo.
A missa foi oficiada por nosso capelão, juntamente com o pároco do Sancti Spiritus, Don Manuel, e o capelão do Grande Priorado de Portugal, padre Botelho; a assistiram diversas autoridades civis (presidenta da Câmara Provincial de Salamanca, o primeiro tenente do prefeito do Município de Salamanca, etc.) militares e universitárias.
Finalizada a mesma começou-se a investir os três novos sargentos que, pela sua juventude, adquirem a responsabilidade da renovação da Ordem, uma dama, quatorze cavaleiros e uma passagem de grau de sargento a cavaleiro, o que sempre supõe uma satisfação por ver como havendo superado todos os requisitos necessários e após anos de permanência na Ordem um jovem sargento adquire o manto de cavaleiro por seu trabalho e méritos.
Finalizada a cerimônia de Investidura pública, todos os participantes e convidados se deslocaram para o Castelo do Bom Amor, onde se realizou o jantar de gala.
O Castelo do Bom Amor foi construido no século XV sobre um castelo anterior do século XI. Não se sabe muito de sua história, embora os escudos heráldicos que se multiplicam por todos os recintos, com as cinco estrelas resguardadas por um chapéu arcebispal declaram como fundador o patriarca e antes arcebispo de Compostela dom Alonso de Fonseca, muito conhecido por suas fundações em Salamanca. Sabe-se que dom Antonio de Fonseca y Ulloa foi o primeiro conde de Villanueva de Cañedo, por mercê de Felipe II. Foi também propriedade do Duque de Sexto.
O castelo-palácio, de estilo gótico, por sua situação em terreno levemente ondulado e coberto de vegetação em terra não cultivada, mais parece que fosse dedicado a estação de caça e palácio de residência, que a um castelo tipicamente militar.
O castelo-palácio estava ilhado por um profundo fosso exterior atravessando-se o mesmo por meio de uma ponte levadiça, a qual tocava no antemuro ou barbacã que rodeava o edifício. Na plataforma do primeiro recinto se abre o palácio formando um quadrilátero, com torres nos ângulos. Elas são um meio termo entre o redondo e quadrado, em razão de suas esquinas curvas e a que vai para norte se desgarra montando sobre a barbacã, posta em través, gigantesca de tamanho, como torre de homenagem de fortaleza, amparando sob sua massa a entrada do palácio que se faz por porta de arco gótico de enormes pedras lavradas. Fechavam essa porta, primeiro uma grade de balaustres forjados com estranhos motivos e a seguir duas folha de chapas de ferro com cravos pontiagudos, postigo e pequena fresta. Passada esta, se abre o pátio com dois pisos de galerias em tres de seus lados, formando o quarto um muro em cuja parte alta se abre uma notável varanda com escudo e uma galeria mais acima igual as dos outros lados. Os interessantes ornamentos dos tetos dos quartos e das galerias foram destruidos por um incêndio.
As portas são em arco suave com escudo em cima e corpulentos arremates trabalhados em forma de escamas. Em meio a seus lances sobressaíam-se guaritas e tres das extremidades se protegiam com fortes recintos contendo aposentos abobadados em dois pisos, dos que o inferior tinha entrada por um caminho de ronda subterrâneo.
Neste ambiente incomparável, se celebrou o jantar de gala em honra aos novos sargentos, damas e cavaleiros do Grande Priorado da Espanha, os quais receberam seus diplomas de graus durante a noite.
Da mesma forma se entregaram os diplomas de aproveitamento dos cursos da FICEM, Curso Básico de Formação Templária e Cursos de Espiritualidade Tradicional. Também os irmãos que concluiram a I Peregrinação Templária à Terra Santa receberam seus diplomas, que a partir desse momento os autoriza a poder portar a Cruz de Jerusalém no uniforme, cumprindo assim o preceito de todo templário de peregrinar à Terra Santa pelo menos uma vez em sua vida.
A Placa de São Hilário, recompensa à constância no trabalho templário e à irrepreensível conduta dos Membros da Ordem e que reconhece e premia uma vida dedicada ao bem da Ordem foram entregues este ano a nosso Senescal e ao nosso Chanceler.
Nosso Mestre outorgou a medalha comemorativa dos 880 anos da fundação da Ordem a nosso Mestre de Cerimônias, como reconhecimento ao trabalho e dedicação mostrados durante todos esses anos.
O Grão Mestre e o Grão Prior da Espanha fizeram entrega ao Município de Salamanca, representado pela Dona Pilar Fernández Labrador como conselheira delegada de relações institucionais e universidades, a medalha e placa da OSMTH e do Grande Priorado da Espanha, respectivamente, como agradecimento pelo recebimento e facilidades propiciadas pela cidade de Salamanca para realização da Investidura anual. Dona Pilar não hesitou em agradecer muito sinceramente a lembrança e em nome do prefeito de Salamanca agradecer por haver sido Salamanca o lugar eleito para que a OSMTJ realizasse tão importante evento, abrindo as portas a futuros atos.
O ato mais emotivo da noite foi a distinção outorgada à presidenta da Câmara de Representantes de Salamanca, Dona Isabel Jiménez García, a Menção honorífica, que é a recompensa templária que serve para premiar a realização de serviços, trabalhos e estudos de diversas índoles e que se considerem de destaque por contribuir para o progresso templário e, sem dúvida, Dona Isabel a mereceu por sua total e desinteressada colaboração em todos os atos que o Grande Priorado de Espanha realizou durante estes dias, tanto a Investidura como a exposição de 'fac-similes'. Distinção que agradeceu emocionada e que demonstra a sensibilidade da presidente da Câmara de Representantes e seu amor pela Ordem, motivo pelo qual nunca poderemos estar de todo agradecidos.
Porém a surpresa da noite chegou nos discursos de clausura, em primeiro lugar com a intervenção de nosso Prior quando informou o que lhe havia transmitido a poucas horas o Grão Mestre, a confirmação como Grande Priorado da Espanha da 'Orden Soberana y Militar del Temple de Jerusalem', com todas as prerrogativas que isso acarreta.
Não obstante, sem dúvida, a notícia-bomba a deu o próprio Grão Mestre quando confirmou contatos com o Vaticano para normalizar a relação da Ordem do Templo com a Igreja Católica e que o Grande Priorado da Espanha seria um dos dois priorados , o da Itália é o outro, que juntamente com o próprio Grão Mestre, formarão a comissão negociadora.
Esta notícia, além de uma honra, é sem dúvida um reconhecimento ao trabalho sério e constante que o Grande Priorado da Espanha realizou durante esses anos; um trabalho calado, claro, que evitou estridências, personalismos, folclore e outras palhaçadas; com as idéias e objetivos claros; e como não poderia ser de outra forma a recompensa chegou na demonstração de absoluta confiança que o Grão Mestre mostrou para com o Grande Priorado da Espanha, ao contar com ele para algo tão importante para nossa Ordem como a normalização definitiva das relações com o Vaticano, como não poderia se de outra forma entre uma mãe, a Igreja, e um de seus filhos, a Ordem do Templo.
JORNADA DO DOMINGO 28 DE SETEMBRO
CONHECER SALAMANCA
Apesar de muitos irmãos e irmãs terem deixado Salamanca nas primeiras horas de domingo devido às distâncias a percorrer de volta até seus domicílios, outros tantos quiseram aproveitar a oportunidade que nos ofereceu Don Antonio Casaseca Casaseca, um maravilhoso guia e professor da história da arte da Universidade de Salamanca, que soube mostrar sua cidade como ninguém e não só conseguiu que nossos irmãos e irmãs regressassem com um maior conhecimento de Salamanca, senão que a partir desse dia esta cidade fizesse parte de seus corações.
Por sua desinteressada colaboração o professor Casaseca, melhor embaixador de sua cidade impossível, recebeu também uma distinção do Grande Priorado da Espanha.
Destacar finalmente a grande repercussão nos meios de comunicação salamanquense, pois foram constantes as notícias sobre a investidura durante a semana prévia à mesma, e incontáveis as entrevistas em rádio e televisão; pelo que lhes somos muito agradecidos, e de forma igual a todos os salamanquenses por sua acolhida. A partir de 27 de setembro de 2008 Salamanca e a Ordem do Templo têm uma especial relação que com certeza perdurará no tempo.
Publicado em:25.07.08
Abaixo transcrevo a tradução do Comunicado Público divulgado no Site www.osmtj.org em 25.07.08:
“A primeira foi a ‘Casa de Uruguay’, respondendo assim a reiteradas solicitações de nossos Irmãos Latino-Americanos”.
‘O ‘GRAN PRIORATO DE ESPAÑA’ ABRIRÁ DELEGAÇÕES TERRITORIAIS NA AMÉRICA LATINA’.
25/07/08
No cumprimento dos compromissos contraidos com os irmãos nascidos ou residentes na América Latina, em Maio passado começou a funcionar a ‘Casa de Uruguay’, uma delegação territorial do Grande Priorado da Espanha, que no momento tem como responsável a mesma Irmã que até há alguns meses dirigia a Assembléia Templária de Oração.
Essa delegação tem como atribuições, entre outras, as tarefas de formação templária de seus membros e de todos aqueles que dela se aproximem, e estudos para futuros cursos; e funcionará dependendo orgânicamente do Grande Priorado da Espanha – Priorado Magistral da OSMTJ, colaborando muito estreitamente com a ‘Fundação Campomanes de Estudos Medievais’ na elaboração de projetos educativos.
Com essa importante decisão, o Grande Priorado da Espanha dá por concluido qualquer tipo de entendimento com a América Latina que não sejam aqueles que possam ser realizados entre delegações territoriais deste Grande Priorado, atendendo dessa forma às numerosas demandas que insistentemente nos chegam desses paises para ingressarem na ‘Ordem do Templo’ por intermédio do Grande Priorado da Espanha.
Ao final das datas comemorativas deste verão, serão abertas novas delegações em outros paises que oportunamente publicaremos, para conhecimento geral, em nossa Web.”
Notícias da TempleBrasil
Publicado em:13.10.08
Agradecimento
Agora que a Agenda está praticamente em dia, gostaria de, publicamente, agradecer aos Irmãos e Irmãs da Espanha pela calorosa acolhida e manifestações sinceras de fraternidade de que fui alvo. Gostaria de tê-lo feito pessoalmente a cada um mas, infelizmente, nem sempre o tempo está a nosso favor. Aproveito não só para agradecer publicamente, como também para felicitar todos os Irmãos que direta e indiretamente contribuiram para o sucesso de mais esse evento, e em especial a equipe do nosso Mestre de Cerimônias - Fr. +Joaquin Socías.
Agradecimento especial a todos os Irmãos do Conselho Prioral do Grande Priorado da Espanha pela confiança depositada na TempleBrasil.
Votos de sucesso
O desafio nunca foi motivo de temor para os verdadeiros Templários. Portanto, na certeza da vitória nesse duro embate que teremos pela frente nas negociações com o Vaticano, a nós da TempleBrasil só nos resta desejar todo o sucesso e a inspiração de São Bernardo.
Atividades
Estou considerando a data de hoje como o início de fato de nossas atividades, uma vez que estou comunicando a um dos Postulantes que ele foi aceito após cumprir as formalidades documentais.
Caso queira submeter alguma matéria que julgue de interesse, favor entrar em contato conosco. Teremos o maior prazer em analisá-la.